Conheça os filmes resultantes da Oficina Especial de Audiovisual do NUPEPA/IMARGENS para o NAVISUAL

Entre os dias 4 e 7 de dezembro foi feita mostra interna dos filmes produzidos no contexto da Oficina Especial de Audiovisual do NUPEPA/IMARGENS ‐ ICNOVA/LAPS para os membros e convidados do NAVISUAL, alunos do PPGAS e PGDR da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Um grupo de 87 participantes foi responsável pela produção de 24 filmes de diferentes temas, gêneros e estilos que totalizaram em duração pouco mais de 196 minutos (3 horas e 27 minutos).


A Oficina começou em 10 de agosto de 2021, com 15 aulas de 2 horas cada + 30 horas de exercícios práticos (60 horas no total), que também foram integradas a uma disciplina de pós graduação do Programa de Pós Graduação em Antropologia Social e do Programa de Pós-Graduação em

Desenvolvimento Rural (PGDR), em parceria com o Núcleo de Antropologia Visual (NAVISUAL) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a coordenação das professoras Cornelia Eckert (UFRGS) e Rumi Kubo (UFRGS)


As aulas foram ministradas por Allan Herison Ferreira e Ana Carolina Trevisan, doutorandos em Comunicação pela NOVA de Lisboa e coordenadores do NUPEPA a partir de Portugal. Todas as aulas ocorreram em formato online, utilizando a plataforma Colibri Zoom, cedida pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa.


As oficinas do NUPEPA/ImaRgens são apoiadas pelo Laboratório de Pesquisa Social (LAPS) da USP e pelo Instituto de Comunicação da Nova (ICNOVA) da Universidade Nova de Lisboa de Lisboa, sob a coordenação dos professores Álvaro Comin (USP) e Carla Baptista (ICNOVA).


Os filmes podem ser vistos no canal do YouTube do NUPEPA/ImaRgens - ICNOVA/LAPS. O projeto é resultante da oficina apoiada pelo Instituto de Comunicação da Universidade Nova de Lisboa e o Laboratório de Pesquisa Social da Universidade de São Paulo.


Veja logo abaixo os filmes resultantes da Oficina Especial para o NAVISUAL/UFRGS (você pode acessar o conteúdo também pelo canal do YouTube do ImaRgens clicando aqui).



Circo-Teatro Teleco: a coragem de resistir, insistir e prosseguir


Circo-Teatro Teleco: a coragem de resistir, insistir e prosseguir é um documentário de curta-metragem que busca, por meio de uma entrevista com o personagem central - o palhaço Teteco - e suas performances, significar o que tem sido uma vida dedicada à arte circense, com suas alegrias e dificuldades, resistindo a adversidades como a recente pandemia, que enche de escuridão a alegria que o espetáculo circense nos traz. Mesmo assim, o circo resiste, insiste e prossegue com as suas atividades, pois o espetáculo precisa continuar!

 

A riqueza que vem da terra


Quatro mulheres que vivem num assentamento de reforma agrária, território geralmente associado à pobreza e carência, contam suas estórias de vida e luta pela terra. Num exercício de simetrização de narrativas, elas apresentam a potência de seus enunciados, quando noções de riqueza, liberdade e vida digna, deslocam concepções dominantes sobre o modo de se estar no mundo.


 

Turismo Religioso

Turismo Religioso é um curta-metragem que busca resgatar a importância do turismo religioso e a motivação dos fiéis na busca da transcendência e da fé por meio da peregrinação e da visita a lugares sagrados, conotando fidelidade e devoção. Aqui estão presentes Nossa Senhora da Conceição Aparecida de São Paulo (Brasil) e a Virgem de Verdún (Minas, Uruguai) transcendendo o religioso, transformando-se em um fenômeno cultural e social, sendo apropriado também do ponto de vista turístico e comercial.


 

Alterando o espaço com a pandemia

A partir da caracterização da COVID- 19 como uma pandemia, em 11 de março de 2020, as pessoas foram confinadas em suas casas, devendo sair apenas para serviços essenciais. Assim este documentário buscou três histórias diferentes sobre esta reclusão e a ressignificação do lar. Temos a visão de uma estudante que morra em uma residência universitária, um universitário que foi morar em uma zona rural e um mãe de família.


 

Temporalidades do ser

O filme trata das infâncias e devires de 4 pessoas nascidas em diferentes espaços e tempos: Karen em 1984 em Pelotas, João em 1998 em Boa Vista, Maria em 2000 em Manaus e Jorge em 2001 em Belford Roxo. As temporalidades destes seres são narradas através de fotos e de suas próprias vozes.


 

4X4

4X4 retrata a experimentação de 4 mulheres, situadas em diferentes lugares, que se reúnem através da arte para registrar fragmentos de suas rotinas. Ora privilegiando personagens através de seus próprios corpos, ora coadjuvantes da natureza, do urbano e dos objetos ao redor, elas ficcionalizam suas vidas. Em meio a essas jornadas individuais, as versões de seus olhares são entrelaçadas, criando, assim, uma identidade imaginada coletivamente.


 

Por dentro do streaming de jogos

O curta audiovisual aborda a trajetória de Luiz Felipe Ferraresi (@oninetails) no universo das Streams. Prezando por uma abordagem etnobiográfica, busca-se compreender suas experiências no mundo das transmissões de videojogos e suas percepções do cenário emque atua, atentando para aspectos sensíveis para além do “in-game”.


 

A poesia é o mar onde tudo deságua

A saudade do passado, o temor do futuro, o amor atemporal de mãe. Sonho? Realidade? Os quadros intimistas e a leveza da narração convidam o espectador a pôr a cabeça nas nuvens e os pés no mar para testemunhar para um devaneio profundo e distante. A poesia é o mar onde tudo deságua é um pôr do sol na praia. Este filme é uma experiência colaborativa e independente de Alex Hermes, Felipe Nunes, Jaciane Silva e Samara Almeida, turma da Oficina Especial de Audiovisual do NUPEPA/IMARGENS ‐ ICNOVA/LAPS para a UFRGS (NAVISUAL/PPGAS e PGDR) de 2021.


 

Família 244

Como estão os motoboys entregadores de aplicativo em meio a pandemia de covid-19? Em 1 de julho de 2020, houve uma greve que afetou todos os estados brasileiros, conhecida como "Breque dos apps", os entregadores de aplicativos (Rappi, Uber Eats, IFood,Mobili) realizaram uma paralisação dos serviços de entrega. Com reivindicações como condições de trabalho, de salário, principalmente amparo em meio a pandemia de covid-19 mediante higienização das mochilas, as máscaras e álcool em gel. Apresentamos assim, estes corpos que como já dizia a música “Rap do Motoboy” do rapper Emicida e Fióti, o “motoboy é verbo de ligação” entre você, sua comida ou entrega, um aplicativo. As fotografias da manifestação, utilizadas são de Jamal Paiva, fotógrafo profissional e entregador de aplicativo em São Paulo/SP e o relato de Jonathan Antônio da Conceição Müller, entregador de aplicativo em São José/SC.


 

De mãe para filha: o trabalho comunitário com resíduos sólidos em Porto Alegre RS

Este documentário, fruto de uma experimentação audiovisual coletiva, busca estabelecer uma etnobiografia de Ana Paula Medeiros de Lima, coordenadora do “Instituto Centro de Educação Ambiental Marli Medeiros e da Cooperativa de Recicladores do Centro de Triagem da Vila Pinto” (Porto Alegre-RS), projeto idealizado e implantado por sua mãe, Marli, cuja estória de vida também nos é apresentada. A partir das narrativas de Ana Paula, nossa interlocutora privilegiada, temos acesso não somente às trajetórias dessas duas mulheres, mas, também, ao processo de formação do Centro de Educação Ambiental, às intempéries que esse grupo sofreu para se estabelecer em um antigo território dominado pelo tráfico de drogas e ser reconhecido internacionalmente, além da empreitada em prol da educação ambiental e da dignidade humana dos/as coletores/as que fazem parte da comunidade. Por fim, Ana Paula nos oferece uma visão crítica sobre os infortúnios ocasionados pelos avanços de governos reacionários (em níveis federal, estadual e municipal) e da pandemia da Covid-19 sobre a produção e a coleta dos resíduos sólidos em Porto Alegre.


 

Cruzeiro: uma constelação

O vídeo traz a trajetória de formação e organização da região conhecida como Grande Cruzeiro, um território que congrega inúmeras vilas populares na região centro-sul de Porto Alegre, RS. O processo permite uma reflexão sobre as formas pelas quais Porto Alegre se fez cidade. Remete ao êxodo rural sul-riograndense e as formas pelas quais, a busca pelo direito à moradia digna, com bem estar social, torna-se resistir às diversas formas de exclusão dos segmentos empobrecidos da cidade. Nesta resistência surgem formas potentes de organização social e um espirito de lutar, conquistar e persistir.


 

Pedrinho foi, mas voltou

Pedrinho é natural de Paranã, interior do Pará, atualmente vive na pequena cidade de Curuá. Sua história é emblemática, no curta-metragem destacamos em sua narrativa como se tornou um dos curandeiros mais conhecidos da região, presente no imaginário amazônico e da crença popular.


 

Ilú

O documentário etnográfico colaborativo acompanha a construção de um tambor por Walter Mello Ferreira (Pingo Borel). Ao fabricar o Ilú, o alabê (tamboreiro) perpetua o que aprendeu com seu pai, Mestre Borel, e revela que o tambor não é só um objeto ou um instrumento musical e sim uma entidade, um fundamento da manutenção e preservação da ancestralidade, dimensão central na cultura de matriz africana.


 

Toda vez que pedalo o mundo sai do lugar

Entre a insegurança proposta pelas vias noturnas entrecortadas por automóveis e outros e a liberdade sugerida pelos movimentos contidos de suas bicicletas, Bia e Rô não hesitaram no que escolher... Escolheram a liberdade. Afinal, enquanto mulheres e ocupando corpos "fragilizados" pela prepotência machista e misógina facilmente detectada em quaisquer encruzilhadas ou esquinas do Brasil, elas sabem como ninguém (ou melhor, como nenhum homem seria capaz sequer de imaginar) que liberdade é artigo de luxo e que o perigo é algo quase onipresente onde colocam seus corpos. No filme, esses corpos parecem propositalmente se confundirem com as suas bicicletas. Não por um acaso. Pois são corpos que abrem caminhos e constroem sua própria liberdade independente dos obstáculos que se colocam à sua frente.


 

Feiras: show do milhão no interior de São Paulo

As feiras costumam marcar a paisagem de muitas cidades na perspectiva da vida cotidiana. Para cidades do interior paulista essa atmosfera não é diferente, contudo, o ordinário apresenta, ainda assim, uma perspectiva muito heterogênea e complexa. Para isso, tratamos no comparativo como duas feiras em cidades separadas por quase 200 quilômetros podem apresentar especificidades em relação ao trato com o milho – alimento comumente encontrado em feiras da região.


 

De onde o vento vem

Uma cidade portuária é acometida por um mal súbito quando atingida pelo misterioso vento noroeste, um vento vindo das serras. Padauí, um andarilho, chega nesta cidade e observa o movimento do vento e o que ele representa para as pessoas da cidade. Estranhamente, Padauí não é afetado pelo poder do vento.


 

Mulheres do fim do mundo

Este filme conta a história de três mulheres, de diferentes regiões do Brasil que com suas vidas apontam um caminho de esperança em meio a um contexto de crise civilizatória, de destruição ambiental, de fome, doenças e desemprego. São as mulheres do fim do mundo, que teimam em viver e em criar vida.


 

Encontros Viabilizados Améfrico Ladinos

Um encontro possível, viabilizado, tornado real através da composição fílmica em camadas. Uma conversa entre Fátima Barros, quilombola da Ilha de São Vicente no Tocantins, e Martina Barros, da Organização Ubuntu, em Cochabamba - Bolívia. Mulheres que tiveram suas trajetórias interrompidas, mas seguiram como sementes, germinando o barro e as lutas dos presentes.


 

Vilson das Virgens: Uma Vida com Cinema

Vilson das Virgens de Quadros é poeta, compositor, presidente da AGEI (Associação Gaúcha dos Escritores Independentes) e cineasta. Em um pequeno relato, conta como foi conviver com o cinema desde a infância.


 

Invisível na cidade

O direito à cidade sobre o olhar do flaneur de Baudelaire. Ser e estar como observador participante dos fios invisíveis tecidos na cidade.


 

Do Maranhão para o mundo: Bumba meu boi Brilho da Ilha

Através das festividades do Bumba Meu Boi, a comunidade do Brilho da Ilha celebra nossa cultura e brasilidade, sendo reconhecidas mundialmente. Ensaios, batizado, apresentações e a morte do boi fazem parte desse ritual onde profano e sagrado caminham juntos, dando união a toda comunidade. O filme é uma celebração dessa festa e nosso objetivo é espalhar essa experiência a corações ao redor do mundo.


 

Mosaico Ferroviário

Mosaico Ferroviário é uma colagem sensorial de trajetos e relatos. A luz comprida por detrás das pestanas, o ruído metálico, o tempo do tédio e da fadiga. Entre o sono e a vigília, o chacoalhar dos vagões movimenta memórias de caminhos compósitos.


 

Etnografia da “espera”: 2021 o ano da vacina do Covid-19."

O curta-metragem retrata sobre a "espera" da vacina do Covid-19 e seus desdobramentos no campo social e político. As sensações desta espera são caracterizadas de forma assíncrona, onde as falas de Fabrício, narrador desta espera, amplia a visão sobre o que esta condicionado nesta espera, por meio da resistência e não da esperança. Este contexto é problematizado pelo narrador através das imagens que simbolizam a natureza desta espera, descrevendo sobre o porquê resistiu de tomar a vacina do Covid-19. O objetivo deste filme foi criar reflexão entre fala e imagem assíncrona, deixando espaço para fruição do espectador remeter às suas próprias memórias sobre esta espera. Ou seja, através da narração de Fabrício abrimos espaço para a reflexão sobre esta "espera" da vacina da Covid-19, atravessada por questões de sua trajetória pessoal e questões políticas e sociais de um Brasil pandêmico entre os anos de 2020 e 2021.


 


Em busca do outro

Duas mulheres judias, com infâncias atravessadas pelo período entre guerras na Europa, são forçadas a se desterritorializar e a se lançar no mundo para criar novos vínculos e lugares de existência. Naturalizadas brasileiras, encontraram na expressão artística – escrita e imagem - terreno fértil para afetar e serem afetadas pelo novo povo e território.

Através da câmera fotográfica, Claudia Andujar traduziu a sua busca pela alteridade ao fotografar o espelho de um Brasil plural. Uma imersão profunda em diferentes cantos do país para encontrar o Outro e, assim, conhecer a si mesma. Clarice Lispector, através da escrita de suas cartas, crônicas e poemas, fabulou personagens icônicos da literatura brasileira, como Macabéa, em “A Hora da Estrela”, permitindo-se experienciar a alteridade através de suas histórias e, ao mesmo tempo, mergulhar no seu rico universo simbólico e subjetivo.

Em Busca do Outro é um curta-metragem, em formato fotofilme, que propõe uma experiência visual e sonora a partir do diálogo entre as criações literárias e imagéticas de Clarice Lispector e Claudia Andujar. Um encontro entre a poesia de Clarice e a câmera de Claudia, entendidas como mediadoras do encontro de si e do(s) Outro(s) que atravessaram as suas vidas.



 

Esta foi a 4a Edição Especial da Oficina de Audiovisual do NUPEPA/ImaRgens. Além destas, foram feitas outras 8 edições regulares, que resultaram num total de 105 filmes (850 minutos) produzidos por 465 participantes, entre 2016 e 2021. Veja mais filmes e playlists nos canais do YouTube do NUPEPA/ImaRgens e do ICNOVA Conhecimento (NOVA de Lisboa).

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